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O empresário Wanderlane Godoy é um dos voluntários que lutam pelo cumprimento dos direitos dos animais

FOTO: JOÃO LÊUS
O empresário Wanderlane Godoy é um dos voluntários que lutam pelo cumprimento dos direitos dos animais
Cidades

PROTEÇÃO AOS ANIMAIS
Vocação Franciscana
A difícil tarefa de quem leva a vida cuidando de cães abandonados pelas ruas da cidade. Sem ajuda oficial, esses voluntários são a única esperança de salvação que resta para muitos animais desprezados até pelos próprios donos
A realidade de abandono de animais domésticos só não é pior graças às centenas de ONGs que mantêm abrigos e são responsáveis pelo maior número de castrações e adoções. Em Betim, a realidade não é diferente. Se não fosse um pequeno grupo de pessoas, com verdadeira vocação franciscana, centenas de cães continuariam sendo maltratados ou incinerados no Centro de Zoonoses.
Um desses exemplos é a servidora municipal Deusdeth Barbosa. Há 20 anos, após um quadro de depressão, ela passou a cuidar de cães abandonados e enxergou na atividade uma terapia contra sua doença. Hoje, ela possui 18 cachorros, mas chegou a ter mais de trinta. "Desde pequena ficava sensibilizada com o sofrimento de animais. Têm pessoas que gostam deles e outras que amam. Estou dentre aquelas que os amam. Fico com a maioria dos cães que recolho, mas, como não tenho mais espaço para criá-los nem condições financeiras para isso, recorro às doações", explicou.
Somente na última semana, Deusdeth retirou das ruas seis cães mestiços e mais dois de raça. "Procuro doá-los imediatamente após o tratamento e recuperação. Para os de raça, um dálmata e uma fêmea de doberman, já têm pessoas interessadas, mas, quando o cão não tem raça definida, as dificuldades aumentam", explicou.
Para conseguir manter os animais, a servidora conseguiu uma parceria com um fabricante de ração por um ano. "Em 20 anos, mais de mil cães já passaram por meus cuidados. Não tenho férias há 14 anos. Trabalho e estudo, mas o pouco tempo que sobra dedico aos cães", observou, acrescentando que sua despesa mensal com a benevolência gira em torno de R$ 500,00.
DESPESA ALTA
Segundo entidades que recebem e doam animais, a principal justificativa para o abandono é a falta de recurso de quem num primeiro momento se dispõe a criar o animal, principalmente quando nascem os filhotes. Ter um bicho de estimação exige planejamento e responsabilidade. "Manter custa caro e demanda cuidados diários. Caso não seja esterilizada, uma cadela pode reproduzir até duas vezes por ano", orienta o presidente da União Internacional Protetora dos Animais, Vanice Orlandi.

 



Marimar Poblet herdou do pai a vocação de cuidar de cães maltratados

FOTO: JOÃO LÊUS
Marimar Poblet herdou do pai a vocação de cuidar de cães maltratados
“Amor pelos cães abandonados vem de família”, diz arquiteta

Abandonado pelo próprio dono no Centro de Betim, em meio ao fluxo intenso de carros, ele sobreviveu. O cão Scoth saiu desta situação graças a história de amor que a arquiteta Marimar Poblet mantém com os animais abandonados. A vocação para cuidar dos bichos vem de família. "Meu pai me filiou à Sociedade Mineira Protetora dos Animais quando eu tinha três anos. Ele ajudava a entidade todo mês e, desde então, aprendi a ter um carinho especial pelos cães vítimas de maus tratos".

Scoth foi o primeiro cão recolhido por Marimar. O animal estava desnutrido, doente e mal conseguia andar. "Desde então, ele mora comigo e é um grande amigo. Como a despesa com os animais estava alta, consegui alugar uma chácara em 2006, onde comecei a abrigá-los.

Em 2008, ela criou o abrigo Cão Paixão, em uma área de 25 hectares, onde abriga atualmente cerca de 130 animais. "Nosso objetivo é prestar socorro a animais em situações críticas".

Para conseguir cuidar de tantos cães e manter sua obra de caridade, Marimar conta com a ajuda do empresário Wanderlane Godoy, que é membro da Associação Betinense Protetora de Animais Arca de Noé.

Godoy explica que para manter os 130 animais, o custo mensal ultrapassa R$ 5 mil. "Esse amor aos animais já nasce com a gente. Por isso, imploramos pelo apoio de pessoas sensíveis, que queiram nos oferecer qualquer tipo de ajuda. Também esperamos de nossos políticos leis que garantam aos animais tratamento mais digno, como a castração ao invés da eutanásia, hoje praticada em Betim", concluiu.



Cerca de 130 cães abandonados são tratados pelo abrigo Cão Paixão, mantido por voluntários da Associação Betinense de Proteção de Animais “Arca de Noé”, no bairro Bandeirinhas

FOTO: JOÃO LÊUS
Cerca de 130 cães abandonados são tratados pelo abrigo Cão Paixão, mantido por voluntários da Associação Betinense de Proteção de Animais “Arca de Noé”, no bairro Bandeirinhas
Extermínio de cães seria ineficaz e caro

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que o extermínio de cães abandonados é totalmente ineficaz e caro. Por causa disso e da crueldade desse tipo de ocorrência, ainda praticada em Betim, Marimar Poblet e Wanderlane Godoy estão à frente de uma verdadeira cruzada em busca de uma lei que garanta a proteção e amparo a animais abandonados.

De acordo com Godoy, o projeto de lei já foi aprovado pela Câmara de Vereadores em 2005, mas foi vetado pelo então procurador-geral do município, Oscar Diniz Rezende. O vereador Marcão do Universal (PSDB) promete recolocar o assunto em pauta.

“Não são apenas os seres humanos que têm direito à vida. Por isso, vamos voltar com este projeto e espero contar como o apoio de todos os vereadores. Esperamos que o Executivo Municipal não vete desta vez, pois Betim é um município rico e tem condições de arcar com essa proposta, que vai humanizar esta situação. Não queremos eutanásia, queremos esterilização de cães de rua, além de um atendimento digno a todos animais abandonados”, afirma o vereador Marcão do Universal.

Além da esterilização dos cães abandonados, o projeto prevê a instalação de microships, vacinação completa e a construção de um SUS canino, que seria utilizado por donos de animais que não têm como bancar um veterinário.

Com a aprovação da lei, Marimar acredita que a cidade passaria a ser referência no Estado. "A Associação de Proteção aos Animais, em Belo Horizonte, está disposta a nos ceder uma unidade móvel, totalmente equipada, uma verdadeira clínica veterinária ambulante. Poderíamos levar atendimento efetivo em todas as regiões da cidade e isto seria apenas o começo", disse Marimar.

De acordo com os voluntários, o Rio de Janeiro e cidades como Belo Horizonte e municípios do interior de São Paulo estão bem avançados nesta questão. "Eles levam a sério a lei federal 9.605, que afirma que os animais são nosso patrimônio biológico e merecem todo cuidado e proteção. Os animais, juridicamente, devem ser tutelados pelo homem. Eles não sabem defender seus direitos, mas eles os têm. Espero que nossas autoridades se sensibilizem e levem adiante esse projeto que irá humanizar um pouco mais a nossa cidade", disse Wanderlane.

DOAÇÕES

Enquanto a lei não é aprovada, os protetores de animais da cidade seguem a vida, com muita dificuldade, Para facilitar um pouco o cuidado com os cães abandonados, eles recorrem a doações e à caridade de quem se preocupa com o problema.

A servidora Deusdeth Barbosa, que tira de seu próprio bolso cerca de R$ 500,00 por mês para cuidar dos cães abandonados, precisa de doações de medicamentos, ração e material de higiene. Já os voluntários do abrigo Cão Paixão, com despesas de mais de R$ 5 mil, precisam de doações de ração, medicamentos e ajuda em dinheiro, para pagamento de aluguel, energia elétrica e água.



Para o veterinário Daniel Lara, o trabalho de voluntários é a salvação para animais de rua

FOTO: JOÃO LÊUS
Para o veterinário Daniel Lara, o trabalho de voluntários é a salvação para animais de rua
Mesmo curados, cães precisam de “família”

O médico veterinário Daniel Lara diz que cães abandonados carecem de uma nova família como qualquer ser humano. "Eles ficam tristes quando são abandonados. Quando atendemos um animal nesta situação, mesmo após curá-lo de doenças como sarna e problemas como desnutrição, fica a carência de um dono ou família que dê a ele uma atenção mais direta".

Daniel elogia o trabalho dos voluntários e incentiva as pessoas que ainda não possuem animais de estimação a adotá-los. "Recolhi das ruas três cadelas vira-latas. Uma delas havia sido atropelada e as outras duas estavam desnutridas e doentes. Isso já faz alguns anos e hoje afirmo com convicção que não abro mão de sua amizade e não as troco por nenhum outro animal de raça. Sugiro a estas pessoas que visitem um abrigo. Tenho certeza que ao perceberem o carinho oferecido vão logo querer adotar até mais de um. Afirmar que o cão é o melhor amigo do homem não é um mero senso comum, é uma verdade mesmo", conclui.



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